2h da Manhã: “Maaaaaaeee” – Grita o Congo em modo sonâmbulo porque não atina com nenhuma das 3 chuchas que tem espalhadas pela cama. Levanto-me, apalpo a cama no escuro, encontro uma delas, dou-lhe e lá continua ele a dormir como se nada fosse. E eu em modo também sonâmbula arrasto-me a tentar não bater contra nenhuma esquina, até à minha cama.

4h da Manhã: “Paaaaaiiiii”: Ignoro os primeiros segundos para ver se volta a adormecer. Às vezes resulta, outras vezes não e lá vou eu outra vez em modo arrastada, sonâmbula e a desejar não esbarrar contra nenhuma parede até ao quarto deles para ver se está tudo bem. Geralmente à segunda vez já não estou com meias medidas e pego nele e na outra, que entretanto também acorda com o barulho e levo-os para o nosso quarto. A coisa por vezes corre bem e dormimos os quatro na maior, outras vezes somos altamente pontapeteados ou (quase) expulsos da cama…. mas depois de manhã lembramo-nos que é tão bom acordar com estas mini figurinhas a fazer festinhas ou a cantar baixinho.

 

Muitos dos pediatras e dos especialistas do sono não aconselham que os filhos durmam com os pais (ou o chamado co-sleeping) porque assim não aprendem a ganhar autonomia, nem aprendem a adormecer sozinhos. Eu tenho uma opinião diferente, até porque dormi várias vezes com a minha mãe até muito tarde e vão lhe lá perguntar sobre  a minha independência….

 

Se nós (pai + mãe) dormimos acompanhados, porque não haverão eles de poder fazer o mesmo? Estar sózinho (se não houver irmãos) num quarto enorme e escuro nem sempre deve ser das experiencias mais agradáveis, por isso uma das mudanças que fizemos quando estava grávida do primeiro filho, foi a compra de uma cama grande. Grande o suficiente para ter lá a familia toda sem dramas. E assim foi, o Congo e a Pilar dormiram connosco até aos 6 meses numa cama Chicco Next 2 Me (melhor compra de sempre) e a seguir passaram para o quarto deles. Algumas noites correm bem e dormem lá até de manha, mas são muitas mais, as que a meio da noite ou mesmo no inicio, não chegam a passar pela casa da partida e ficam directos na nossa cama. E como sempre disse a minha querida professora do curso de pré e pós parto, Fátima Sancho (do Centro de Fisioterapia de Oeiras): “O que interessa é que todos durmam”. Seja cada um no seu quarto, sejam todos encavalitados uns nos outros, qual familia de crocodilos ou mesmo com colchões extra pelo chão. Dormir bem é mais que meio caminho andado para funcionarmos devidamente e para os nosso filhos também. Crianças que dormem as horas suficientes têm um melhor desenvolvimento fisico, mental e intelectual.

 

No fundo eles só precisam do nosso amor, da nossa atenção e de estarem protegidos, e haverá lugar mais seguro do que a cama dos pais?
By Noki

 

 

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